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Aprendiz cobra respostas do Ministério da Economia em petição on-line

Documento já reuniu mais de 45 mil assinaturas 

Desde o início da pandemia, a aprendiz Manuela Bernadino, 20 anos, tem acompanhado amigos e familiares perderem o trabalho. Por isso, resolveu publicar uma petição on-line e unir esforços ao Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) para cobrar respostas de uma proposta de Medida Provisória enviada ao Ministério da Economia que prevê a abertura de até 400 mil vagas para jovens aprendizes. A campanha já reuniu mais de 45 mil assinaturas. Entretanto, a ambição é chegar ao número simbólico de 400 mil assinaturas. 

Manuela explica que a petição é fundamental, pois a maioria dos jovens ajuda em casa, paga a faculdade e auxilia com as despesas da casa. “Em muitos casos, essas renda é a única da família”, conta. Estudante de Ciências da Computação, a aprendiz ainda integra os projetos Meninas Negras, o Comitê Jovem Aprendiz, a comunidade Cloud Girls e é embaixadora do Instituto Bold. 

A proposta de Medida Provisória, baseada na Lei da Aprendizagem, propõe ao governo o auxílio no salário de aprendizes de pequenas e médias empresas. De acordo com levantamento do CIEE, a contratação na modalidade, que tem duração de cerca de dois anos, custa aproximadamente R$ 30 mil reais às empresas. Se deste valor o governo arcar com 50%, será possível criar oportunidades para jovens em situação de vulnerabilidade entre 14 e 24 anos no período pós-pandemia. 

Segundo Humberto Casagrande, CEO do CIEE, o montante utilizado para criar até 400 mil vagas de aprendizes representa 0,5% do orçamento do Governo Federal destinado à sociedade em resposta à pandemia da Covid-19. Segundo uma pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - FIPE, encomendada pelo CIEE, o impacto direto e indireto dos aprendizes na economia é de R$ 5,6 bilhões anuais.

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